Existem pessoas que tem a competência das ciências exatas. Elas passam a vida fazendo cálculos e vendo toda e qualquer coisa através de números e gráficos; só se aplica isso se o encontrado for aquilo! Sempre racionais, insaciáveis, caso a solução encontrada não seja matematicamente provada. Estão sempre cheias de energia; não existe dia ruim para um exato. O fato é que, perdoe, eu não sou exata. E não faço aqui nenhum mau julgamento a quem é. Só peço o direito a ser inexata, porque eu só sou cheia de vontade quando quero e não é sempre que eu quero, porque eu tenho mais dias ruins do que bons e me compadeço com o cair da chuva. Peço ao mundo que não me faça ser exata. Quero insaciar-me com a poesia, com o palco, com a vida, sem pensar se existe ou inexiste um sentido para tudo isso. É somente esse direito que peço; o de fugir da lógica, de não ver através de números...
Eu sou de todas as palavras.
Eu sou de todas as palavras.