terça-feira, 26 de julho de 2011

Dicas de Leitura

                            O Caçador de Pipas



O Caçador de Pipas conta a história de Amir, um afegão há muito imigrado nos Estados Unidos, que se vê obrigado a acertar as contas com o passado e retorna a seu país de origem. O ponto de partida do livro é a infância do protagonista, quando Cabul ainda não era a capital do país que foi invadido pela União Soviética, dominado pelos talibãs e subjugado pelos Estados Unidos.
Na Cabul pré-invasão soviética, ocorrida em 1978, Amir tem a infância de um garoto de família abastada e bem relacionada politicamente. Suas relações familiares são tênues — a mãe está morta e o pai não é dado a demonstrações de afeto. Seu principal elo afetivo é Hassan, apenas um ano mais novo, que, se não fosse o fato de pertencer a outra etnia e ser condenado ao papel de criado, poderia ser definido como seu melhor amigo. Enquanto Hassan dedica a Amir uma devoção incondicional, Amir muitas vezes o usa como se fosse um brinquedo a mais e não o poupa de pequenas maldades.
No entanto, o grande pecado que perseguirá Amir até a idade adulta não se originou de uma ação cometida por ele próprio, mas de sua omissão e covardia para com Hassan. O episódio dá início a uma série de tormentos que se abaterá tanto sobre os personagens principais, quanto sobre o próprio Afeganistão.
De uma hora para outra, Amir e seu até então poderoso pai se vêem obrigados a imigrar para os Estados Unidos, deixando para trás uma vida de luxos para arriscar um recomeço a salvo dos invasores, ainda que sujeitos às humilhações reservadas aos imigrantes pobres: inadaptação cultural, subemprego etc. Anos mais tarde, já adaptado à vida nos Estados Unidos, casado, com sucesso na carreira literária, Amir, que nunca se livrou da culpa em relação a Hassan, tem a chance de retornar ao Afeganistão para remir seus erros de juventude e, desta vez, fazer a coisa certa.

Autor: Hosseini, Khaled
Editora: Nova Fronteira
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance

                 A Menina que Roubava livros



Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima à Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

Autor: ZusakK, Markus
Editora: Intrinseca
Assunto: Literatura Estrangeira / Romance



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